domingo, 10 de outubro de 2010
Sem ar
sábado, 1 de maio de 2010
Arte
Está claro pois, que apesar do pouco esforço que alguns têm com a sua arte, esses “alguns” são reconhecidos.
A arte moderna está a mostrar o seu lado simplista, onde a dita de simplicidade é a arma destrutiva da suposta beleza inerente à arte. Desde quando uma tela branca com um ponto vermelho no meio é arte? A sociedade está a ser alvo de troça destes artistas fingidos que se escondem atrás de grandes homens e obras verdadeiramente trabalhadas.
Sou grande apreciadora de arte moderna, mas de arte.
Dedicado a Rita Alarcão
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Nós somos o limite
Na chuva
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Baleias e Peixes...
Padre António Vieira, Sermão de Santo António aos Peixes
De facto, o Mundo, Portugal, é feito de classes. Somos peixes a vaguear num mar imenso e profundo onde quem domina são as baleias e os grandes peixes de peito inchado que roncam, bufam, obrigam, criticam, e que para si não olham. Para si não olham não, com o dinheiro sujo a jorrar dos bolsos longos a arrastar pelo chão. Crianças sim, os olham de baixo a alto, e de alto a baixo voltam a olhar, baixando o olhar e espelhando a tristeza dos pais que trabalham arduamente, mais do podem, mais do que devem. Sacrifício. Crianças que espelham o sacrifício dos pais. O povo portanto, o nosso Povinho Peixe, que serve o Governo Baleia. Governo Baleia que nos ataca todos os dias, Governo Baleia esse sim, com o saber e com o poder. Porque quem pode, pode, e quem pode, ganha saber. E lá em cima (ou no fundo dos mares), onde o poder domina, o saber expande-se por redes infinitas, onde infelizmente, o Povinho Peixe não chega.
Agora o nosso Povinho Peixe tem algo que o Governo Baleia não tem. Crença. Fraternidade. Solidariedade. Amizade. Por detrás do saber do Governo Baleia está a estupidez e a solidão. Inferno? Castigo suficiente, mesmo assim não. Contudo, e o poder para castigar, o Povinho Peixe não o tem, só a esperança de morte do Governo Baleia, morte por estupidez, morte por tomada de consciência. É que o no fim quem ri é o Povinho Peixe, e no chão o Governo Baleia.
Acordando para a realidade portuguesa, o Povinho Peixe, neste momento, limita-se a sentar-se sobre a esperança, num compasso de espera infinito enquanto o Governo Baleia arrecada lenha para se queimar. E o fim há-de chegar, Santo António esperou, desesperou e ao fim chegou. Assim é esperado do Povinho Peixe, com sucesso.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Papéis
Eu agradeço e choro. Acho que vou sempre chorar. Pelo menos tenho a escrita deles em mim entranhada, e um dia ficarei amachucado. Por enquanto sou lido e vou lendo.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Mudança
Hoje apercebi-me de que, feliz, ou será infelizmente? A hipocrisia reina e brinca com as relações de todos nós. Todos nós, pessoas sujeitas à dor, sujeitas ao medo, e como não podia deixar de ser, à hipocrisia. O tentar perde senso, perde suporte, perde, perde, perde.
O ser humano é realmente um ser com uma capacidade indiscutível de abalar e derrubar alicerces fixos. Fixos, e pelos vistos gastos. Mas também, porque me admiro? Porque sinto? Porque me importo? Tudo vai e vem, tudo muda. Espanto na mudança? Não… Pelo menos eu, já não sinto surpresa nem pasmo. Porque me apercebi. Já não sinto porque me apercebi.
Ah, mencionei eu que o ser humano também cansa? Pois bem… Ele cansa! A infelicidade do choque, a infelicidade da mudança, mas. A felicidade da mudança. E é só. Eu hoje apercebi-me, mas estou feliz. Já estava antes. Há mais, há tanto mais, e esse mais identifica-se? Falem comigo. Ah, que me ouça, que me compreenda o mais de que falo, e o menos. Mudança é constante, mudança é vida. Mas que sei eu da vida? Mudança. E fico por aqui, a noite toma conta de mim, as horas avançam, a mudança caminha lá fora.